Nosso maior engano é imaginar que as pessoas que mais amamos jamais nos farão sofrer.

Eventualmente, acontece. E, se não esperarmos o melhor delas, qual sentido de insistirmos nesse amor?
Não aprendemos a perdoar os erros de quem amamos, então como poderemos esperar perdão para nossos erros?

Uma história de amor pode sair ainda mais fortalecida quando percebemos que o sofrimento não é em vão.
E a mágoa não dói apenas para quem sente, dói também em quem provoca. E os dois aprendem com isso.

Outro grande erro é pensar que quando nos envolvemos tudo tem a obrigação de ser perfeito o tempo todo.
Não é bem assim. Só o tempo nos mostrará que alguém pode ser muito especial, apesar de todos os seus defeitos.

Pode ter a grande virtude de aceitar e até se apaixonar pelas nossas imperfeições. Sempre é possível e necessário ceder. Exigimos demais, reduzimos muito as possibilidades de sermos felizes no amor.

Harmonizando defeitos e qualidades, seremos capazes de construir uma linda história. Tão perfeita que não terá fim.

Talvez o nosso maior defeito seja essa tentativa de comparar os sentimentos. Como se o amor pudesse ser medido. Como se fosse possível usar os nossos pesos e as medidas alheias para chegarmos a um resultado exato.

Nada é exato no amor. Tudo aquilo que sobra é o que faz mal a relação, como o ciúme, a possessividade, a insegurança…

O que falta é confiança, a certeza de que queremos sempre o melhor para a nossa vida e que devemos buscar sempre a felicidade.

Não se engane. É possível que alguém tenha todos os defeitos. É provável que já tenha causado o nosso sofrimento muitas vezes. Mas é o amor que faz com que permaneçamos juntos.

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